Pensar com as mãos, sentir com a teoria: intelectualidade orgânica, artevista e a pesquisa encarnada nas Ciências Sociais
Explicar o mundo já não é suficiente, é preciso transformá-lo!
A premissa central do evento é que a/o cientista social deve ir além da análise e se ocupar ativamente em tramar, elaborar e forjar, em conjunto com as/os interlocutoras/es e objetos de sua pesquisa, formas concretas de superar os problemas que estuda.
Esta posição é urgente e estratégica para nós que somos das Ciências Sociais. Como a maioria das pesquisas desenvolvidas no âmbito do PPGS concentra-se na crítica à violência em seus múltiplos desdobramentos e no enfraquecimento e liquefação das relações de trabalho, não podemos nos furtar ao desafio de pensar, a partir desta realidade concreta, estratégias para subverter a lógica predatória e mercadológica de se relacionar com o outro e com o mundo.
Partimos do entendimento de que pesquisa é compromisso político e coletivo. Precisamos e devemos reverter para a sociedade os ganhos e descobertas feitas durante nossos estudos, transformando o conhecimento acadêmico em ferramenta viva de intervenção.
Nesse contexto, falar de temas que estão na ordem do dia apenas para afagar o ego acadêmico vai radicalmente contra o que entendemos como intelectualidade orgânica. Ser intelectual não é um título conferido pela universidade, mas uma prática. É fazer da ciência uma ferramenta que tensiona o status quo e o transforma.
Vamos juntes?!