GT 4 - Artevismo, Estéticas Insurgentes e Narrativas Periféricas
Coordenação: Daniela Vieira dos Santos, Mauro Gomes, Heitor Bueno
Este Grupo de Trabalho se dedica a explorar as fronteiras movediças entre arte, ativismo e produção de conhecimento. Partimos do conceito de artevismo para pensar as práticas estéticas que não se contentam em representar o mundo, mas que desejam intervir nele, subverter suas lógicas e reconfigurar a “partilha do sensível” (Rancière). Interessa-nos compreender como as produções culturais e artísticas periféricas, do funk ao rap; do cordel ao sarau; do curta-metragem comunitário às ocupações artísticas; das rádios comunitárias às produções independentes; do erudito às performances de rua, têm sido utilizadas por coletivos culturais e movimentos sociais como linguagens de luta, afirmação identitária e denúncia das violências.
O GT acolhe pesquisas que investiguem a potência política das imagens, dos sons, dos corpos em performance e das narrativas contra hegemônicas. De que modo a pesquisa em Ciências Sociais pode se deixar afetar por essas linguagens, incorporando metodologias visuais, sonoras e performáticas em seus próprios procedimentos de investigação? Como produzir conhecimento com imagens e narrativas, e não apenas sobre elas?
Interessam-nos particularmente os trabalhos que analisem a produção artística periférica como forma de resistência cultural, econômica e política, investigando seus circuitos de produção, circulação e consumo, bem como suas relações com o Estado, o mercado e os movimentos sociais. Portanto, são bem-vindas:
a) pesquisas sobre artevismo e intervenções estético-políticas;
b) estudos sobre culturas periféricas: funk, rap, slams, batalhas de rima, saraus, grafite e etc.;
c) investigações sobre audiovisual periférico, cineclubes comunitários e produções independentes;
d) análises sobre teatro popular, ocupações artísticas e performance;
e) pesquisas sobre metodologias visuais, sonoras e performáticas nas Ciências Sociais;
f) estudos sobre políticas culturais, financiamento e circuitos de produção artística periférica;
g) investigações sobre memória, patrimônio cultural e disputas narrativas.
São particularmente prioritárias as pesquisas que tenham como seus interlocutores: coletivos culturais periféricos; slams e batalhas de rima; cineclubes comunitários; grupos de teatro popular; produtores musicais independentes; artistas visuais periféricos; ocupações culturais; rádios comunitárias; movimentos sociais que utilizam linguagens artísticas; coletivos de artistas imigrantes e diaspóricos; expressões artísticas de terreiros e comunidades religiosas periféricas.
Palavras-chave: Artevismo; Culturas Periféricas; Narrativas contra hegemônicas; Metodologias visuais; Produção cultural; Diásporas.