GT 2 - Trabalho, Precarização e Organização Coletiva

Coordenação: Andréa Vetorassi, Carolina Hissa e Carla Pantaleão

Este Grupo de Trabalho dedica-se à análise das transformações contemporâneas no mundo do trabalho e seus impactos sobre as condições de vida, as subjetividades e as formas de organização coletiva das trabalhadoras e dos trabalhadores. Partimos do entendimento de que o trabalho permanece como categoria central para a compreensão da sociedade capitalista, ainda que suas morfologias, sentidos e regulações estejam em constante mutação, em um cenário marcado pela reconfiguração das relações globais de exploração e pelas novas dinâmicas do imperialismo e neoimperialismo contemporâneos.

Interessa-nos investigar as novas configurações do trabalho: reestruturação produtiva, precarização, uberização, plataformização, trabalho digital, trabalho informal, desemprego estrutural e trabalho análogo à escravidão. Buscamos compreender como tais transformações incidem sobre diferentes categorias profissionais e setores da classe trabalhadora, considerando os recortes de gênero, raça, geração, migração, deficiência e etc. Acolhemos pesquisas sobre trabalho doméstico e de cuidados, trabalho rural e agroindústria, trabalho em plataformas digitais, cooperativismo, economia solidária e formas autogestionárias de organização produtiva.

O GT também se interessa pelas estratégias de resistência e reinvenção forjadas pelas trabalhadoras e trabalhadores: sindicalismo, movimentos de trabalhadores sem-terra e sem-teto, greves, ocupações, mobilizações coletivas e experiências de formação política e sindical. Também serão aceitos trabalhos que articulem a análise das condições materiais de trabalho com as dimensões subjetivas, simbólicas e culturais da experiência laboral.

Serão igualmente acolhidas pesquisas que investiguem as dinâmicas do imperialismo e neoimperialismo e seus impactos sobre o mundo do trabalho, compreendendo a exploração laboral em escala global, as cadeias produtivas transnacionais, a divisão internacional do trabalho, a extração de mais-valia em periferias e semiperiferias do capitalismo, bem como as formas de resistência e solidariedade internacionalista entre trabalhadoras e trabalhadores de diferentes países.

Acolhemos ainda estudos sobre trabalho migrante, investigando as condições laborais de imigrantes e refugiados, a superexploração, a precarização acentuada pela condição migratória, o tráfico de pessoas para fins de exploração laboral, as redes de contratação ilegal, bem como as formas de organização sindical e associativa de trabalhadores migrantes.

Em resumo, são bem-vindas:

a) pesquisas sobre reestruturação produtiva e novas morfologias do trabalho;

b) estudos sobre precarização, uberização e trabalho em plataformas;

c) investigações sobre trabalho doméstico, de cuidados e trabalho informal;

d) análises sobre trabalho escravo contemporâneo e trabalho análogo à escravidão;

e) pesquisas sobre sindicalismo, movimentos de trabalhadoras e trabalhadores e formas de organização coletiva;

f) estudos sobre economia solidária, cooperativismo e autogestão;

g) investigações sobre trabalho, gênero, raça, migração e deficiência;

h) pesquisas sobre imperialismo, neoimperialismo e divisão internacional do trabalho;

i) estudos sobre cadeias produtivas transnacionais e exploração laboral em escala global;

j) investigações sobre trabalho migrante, superexploração e tráfico de pessoas para fins laborais;

k) análises sobre solidariedade internacionalista e organização transnacional de trabalhadores.

São particularmente prioritárias as pesquisas que tenham como seus interlocutores: sindicatos e centrais sindicais; movimentos de trabalhadores sem-terra e sem-teto; cooperativas populares e empreendimentos de economia solidária; associações de trabalhadores informais e de aplicativos; coletivos de trabalhadoras domésticas; organizações de trabalhadores migrantes; redes de solidariedade internacionalista; movimentos antiglobalização e antimperialistas; pastorais do migrante e organizações de combate ao tráfico de pessoas.

Palavras-chave: Trabalho; Precarização; Sindicalismo; Economia Solidária; Imperialismo; Neoimperialismo; Trabalho Migrante; Exploração Global.