GT 1 - Violência, Política e Sociedade

Coordenação: Dijaci David de Oliveira, Frederico Henrique Galves e Mirian Mateus 

Este Grupo de Trabalho parte do entendimento de que desigualdades, diferenças e violências constituem dimensões articuladas da vida social, cuja inteligibilidade exige um olhar interseccional comprometido com a complexidade do real. O GT acolhe pesquisas que investiguem como marcadores sociais da diferença (raça, classe, gênero, sexualidade, geração, etnicidade, territorialidade, nacionalidade, deficiência, escolaridade e etc.) se entrelaçam para produzir e reproduzir desigualdades estruturais, ao mesmo tempo em que se constituem como campos de disputa simbólica e política nos quais indivíduos subalternizados forjam estratégias de reexistência, individual e coletivamente.

Interessa-nos compreender os processos pelos quais as diferenças são convertidas em hierarquias, limitando o exercício da cidadania e o acesso a direitos, bem como investigar as brechas e possibilidades de insurgência de projetos político-sociais ancorados em perspectivas democráticas e comprometidas com a justiça social. Dedicamo-nos igualmente à problematização das múltiplas expressões da violência (estrutural, institucional, simbólica, epistêmica, estatal, de gênero, racial, xenofóbica) investigando como estas se inscrevem nos corpos e nas subjetividades, particularmente daquelas e daqueles posicionados nas intersecções entre o normativo e o abjeto.

Acolhemos também pesquisas que abordem a questão migratória em uma perspectiva dos direitos humanos, investigando as violações sofridas por populações imigrantes, refugiadas e apátridas, as políticas migratórias e de controle de fronteiras, os processos de criminalização da migração, as redes de acolhimento e solidariedade, bem como as formas de organização coletiva e resistência de imigrantes e refugiados.

São bem-vindas:

a) pesquisas sobre desigualdades estruturais e interseccionalidade;

b) estudos sobre violência de Estado, sistema de justiça criminal e políticas de segurança pública;

c) investigações sobre criminalidade urbana e rural, violência policial e genocídio da juventude negra;

d) análises sobre violência de gênero e feminicídio;

e) violências contra populações LGBTQIAPN+;

f) estudos sobre violência epistêmica e processos de subalternização de saberes;

g) pesquisas sobre migrações, refúgio e apatridia em perspectiva de direitos humanos;

h) estudos sobre desaparecimentos forçados;

i) investigações sobre xenofobia e racismo estrutural e institucional;

j) pesquisas sobre movimentos sociais de mulheres, negros, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, população em situação de rua, imigrantes e refugiados.

São particularmente prioritárias as pesquisas que tenham como seus interlocutores: movimentos de defesa de direitos humanos; movimentos antirracistas; movimentos feministas; movimentos LGBTQIAPN+; coletivos de pessoas com deficiência; organizações em defesa da população carcerária, periférica e em situação de rua; coletivos e associações de imigrantes e refugiados; organizações de acolhimento e defesa dos direitos migratórios; pastorais do migrante e redes de solidariedade internacionalista.

Palavras-chave: Desigualdades; Interseccionalidade; Violência; Criminalidade; Racismo; Violência de gênero; Migrações; Direitos Humanos; Xenofobia.